25 de setembro de 2017

A Desconhecida - Mary Kubica

Livro: A Desconhecida 
(Pretty Baby)
Autor (a): Mary Kubica 
Número de Páginas: 352
Editora: Planeta
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Sinopse: Mais um instigante thriller psicológico da mesma autora de A Garota Perfeita, best-seller do The New York Times Todos os dias, a humanitária Heidi pega o trem suspenso de Chicago e se dirige ao trabalho, uma ONG que atende refugiados e pessoas com dificuldades. Em uma dessas viagens diárias ela se compadece de uma adolescente, que vive zanzando pelas estações com um bebê. É fato que as duas vivem nas ruas e estão sofrendo com a fome, a umidade e o frio intenso que castigam Chicago. Num ímpeto, Heidi resolve acolher Willow, a garota, e Ruby, a criança, em sua casa, provocando incômodo em seu marido e sua filha pré-adolescente. Arredia e taciturna, Willow não se abre e parece esconder algo sério ou estar fugindo de alguém. Mas Heidi segue alheia ao perigo de abrigar uma total estranha em casa. Porém Chris, seu marido, e Zoe, sua filha, têm plena convicção de que Willow é um foco de problemas e se mantêm alertas. Em um crescente de tensão, capítulo após capítulo a verdade é revelada e o leitor irá descobrir quem tem razão.

RESENHA por Katielle Borba.

Oi, gente!

A resenha de hoje é do livro A Desconhecida da autora Mary Kubica e publicação da Editora Planeta.

O primeiro livro da autora publicado aqui no Brasil foi A Garota Perfeita (resenha aqui) e fiquei apaixonada pela trama. Eu estava ansiosa por mais livros da Mary e enfim, chegou A Desconhecida, que adorei!

Você abrigaria uma desconhecida em sua casa? Foi isso que Heidi fez. 
Depois de dias observando uma menina e um bebê na estação de trem ela resolve que as abrigará por algum tempo, ou pelo menos até descobrir o motivo de estarem vivendo nas ruas. O frio é intenso, a chuva castiga a cidade há dias e são visíveis as dificuldades e a fome que as duas passam. Heidi tem boas intenções, mas mal sabe ela que nada é o que parece.

A Desconhecida é um thriller instigante e viciante. A narrativa é feita em primeira pessoa e alterna entre Heidi, seu marido Chris e a Willow, garota que Heidi abriga. Os primeiros capítulos são de reconhecimento, quando Heidi vê a moça durante alguns dias na estação. Somos ambientados na vida do casal que não está passando por um momento muito bom; depois de anos de casados eles acostumaram-se com a presença um do outro e tudo virou rotina. A única coisa que balança a vida deles é a filha adolescente que está passando por uma fase rebelde.

Logo após somos inseridos na história e é aí que o suspense começa. A autora escreve de uma forma que nos deixa ansiados e tensos. Os nervos ficam à flor da pele, ainda mais que os acontecimentos se dão aos poucos. A Mary não apressa as coisas, ela nos deixa em banho-maria tentando entender o que está acontecendo, tentando saber o que é certo ou errado. A Heidi é humanitária, trabalha com refugiados e foi por esse desejo de ajudar as pessoas que ela não conseguiu ficar imune a Willow. Na verdade é uma loucura levar um estranho para casa, mas ela não pensou nisso, só pensou em auxílio. O mais centrado nisso tudo é o Chris, ele fica louco com ela, questiona os motivos e até mesmo diz que a desconhecida pode ser uma assassina ou coisa pior, só que mesmo assim Heidi fica irredutível.

Ainda temos os capítulos da Willow, que são um complemento, um alento para tentarmos entender tudo que está acontecendo. A menina é calada, guarda muitos segredos e ainda tem uma recém-nascida nas mãos. A narrativa dela é dura, sofrida e através desses capítulos é que a história vai tomando forma.

Durante a leitura pensei em muitas coisas, muitas mesmo, mas nada me preparou para o rumo que a história tomou. Quando todas as peças são encaixadas e podemos visualizar o panorama geral, percebi o quanto tudo se tornou triste e doentio. Além do suspense em ter uma estranha em casa, a autora ainda trabalha com o psicológico, e foi isso que mais mexeu comigo; a história tomou um rumo diferente do que imaginei. A Mary joga com nossas emoções e descobrir quem tem razão é muito difícil.  O final foi algo bastante controverso, achei que foi o certo, mas não era o desfecho que eu queria e imaginava.

Enfim, adorei a leitura. Sou fã da autora e torço para que a Planeta publique mais livros dela por aqui. Se você gosta de histórias com muito suspense e emoção pode se jogar na leitura.

– Você gosta de basquete?
E ela responde sem qualquer emoção:
– Não. – E ainda assim permanece encarando o aparelho, como se nunca tivesse visto nenhum aparelho elétrico em sua vida. Quando ela fala, sinto o cheiro de bactéria fermentando em sua boca: halitose. Pergunto-me quando teria sido a última vez que ela escovou os dentes. Eles devem estar cheio de “crostas”. Há um cheiro desagradável vindo dela e quando vou para a janela e abro um estrépito, Heidi me lança um olhar maligno, ao qual respondo:
– O que foi? Está cheio aqui. – E espero que a chuva dê um intervalo suficiente para o ar limpar o fedor.

Leitura recomendada.

Outras capas:

   



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