[RESENHA] Stalker de Tarryn Fisher



Skoob
Livro: Stalker
(Bad Mommy)
Autor (a): Tarryn Fisher 
Número de Páginas: 256
Editora: Faro Editorial 
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Sinopse: Deprimida após sofrer um aborto espontâneo, Fig Coxbury passa seu tempo em praças observando as crianças que poderiam ser a sua filha. Até que uma menininha brincando com a mãe desperta uma obsessão. Logo, Fig se vê mudando de casa e de bairro não por necessidade, mas porque a casa vizinha oferece tudo o que ela mais deseja: a filha, o marido e a vida que pertence a outra pessoa.


RESENHA por Katielle Borba.

Oi, gente!

A resenha de hoje é do livro Stalker da Tarryn Fisher e publicação da Faro Editorial.

Em Stalker iremos conhecer a Fig Coxbury. Fig perdeu seu bebê há algum tempo e sempre procura nas outras crianças aquela que poderia ser sua filha. Fig é obcecada por coisas ou pessoas e no momento ela está assim por uma pequena garota que na mente dela e a sua menininha. Nessa obsessão, Fig vende sua casa e se muda para a casa ao lado da casa da garotinha. Só que não é apenas isso, Fig quer tudo... ser a esposa, ser a mãe, quer o marido e tudo que tenha haver com aquela família.

Dizer que adorei este livro é pouco. A Tarryn sempre arrasa e Stalker está aí para comprovar isso. Um livro que mexe com as emoções, que me deixou abismada e arrepiada com os acontecimentos. A história inicia de maneira despretensiosa, mas conforme vamos adentrando na personalidade de Fig, tudo vai mudando de figura. O suspense vai crescendo e em determinado momento eu não sabia mais o que esperar do próximo capítulo.

Stalker é divido em três partes: a primeira e de maior número de páginas é a da Fig. A segunda parte é do marido, Darius, que ela queria ter para si e a terceira, mas não menos importante, é a da Jo. A Jo é a mãe da menina e a que tem a vida que Fig julga ser perfeita e que queria para ela.

A parte de Fig é doentia. Lendo o seu pedaço quase pude acreditar em tudo que estava escrito ali. Fig é tão convincente das suas ações e emoções que é difícil separar o que é realidade e loucura. Quando inicia as partes dois e três, as coisas mudam muito de figura. Ver pelos olhos de outras pessoas a maneira que eles viam Fig é perturbador. Sabe quando as coisas estão bem diante dos nossos olhos e mesmo assim não temos a perspicácia de entender? É exatamente isso que acontece em Stalker.

Algo que gosto muito nos livros da Tarryn é a maneira que ela constrói seus personagens. Já me convenci que nunca iremos ver pessoas que são inteiramente boas, aqueles personagens bons de coração, que fazem de tudo para ajudar o próximo. Não, ela mostra a realidade, o pior lado. Por mais que a pessoa seja boa, ela nos faz enxergar que não se consegue isso por inteiro, existe aquele lado que toda pessoa tem, de pensar coisas que não falaríamos em voz alta, mas que existem no nosso intimo. A Tarryn é assim e em Stalker ela mostrou isso.

A história é assustadora. Nunca li nada que se assemelhasse a narrativa de Stalker. O livro é tão curtinho que é até difícil de imaginar a dimensão que ele tem; desde o primeiro momento eu tinha uma ideia formada e quando descobri que era muito mais que aquilo, fiquei impressionada. Os personagens me surpreenderam e com este livro eu tive a certeza de que nunca conhecemos uma pessoa verdadeiramente.

Enfim, indico muito a leitura. Gosto muito dos livros da Tarryn, mas sem dúvida este é o meu favorito dela.

Leitura recomendada.

Outras capas: 

  



2 comentários

  1. Tô aqui pensando se eu iria conseguir ler as partes da Fig, parece ser mesmo doentia. Acho que isso iria me incomodar muito durante a leitura. Mas, achei a trama diferente e se esse livro se tornasse uma série ou filme, eu com certeza iria querer ver ;)

    Ótima resenha Kati *__*

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  2. Eu li esse livro recentemente e fiquei pensando em quanto uma pessoa pode ser doente para ter a vida da outra. é mt bizarro.
    http://www.seguindoocoelhobrancoo.com.br/

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